Tutoriais do Moises

Como desvendar uma levada de bateria escondida no mix

Sopros, guitarras, um mix cheio de informação e, em algum lugar ali no meio, uma levada que você quase não escuta. Vou mostrar como eu exploro a bateria parte por parte e como deixo tudo com a minha cara.

A levada escondida no mix

Todo mundo já passou por isso: você quer aprender uma música, mas é tanta informação tocando ao mesmo tempo que você não consegue ouvir os detalhes. São instrumentos de sopro, guitarras, teclado e uma bagunça tão grande que até uma parte simples fica difícil de aprender, porque ela fica escondida no meio do mix. Na hora de tirar uma levada nova, todas essas camadas podem esconder os detalhes do que o bumbo, a caixa e o chimbal estão fazendo. A boa notícia é que dá para dividir a música rápido, separar cada elemento e destacar o que te interessa.

A virada: divida e analise cada elemento da faixa

O Moises separa cada faixa da música que você está estudando e isola só o que importa. Quando o assunto é bateria, por exemplo, dá para ir além de uma única faixa com todos os elementos juntos.

No Moises, cada parte da bateria pode ficar sozinha: o bumbo, a caixa, o chimbal, etc. É assim que você entende de verdade o que cada instrumento está fazendo na música. Junte o metrônomo, a contagem e as seções em loop, e você tira uma música inteira muito mais rápido do que ficar repetindo o mix completo e torcendo para a ficha cair.

Ouça a música inteira e depois cada elemento da bateria sozinha

Quando estou aprendendo uma música nova, sempre começo escutando tudo junto primeiro. Uma vez eu estava estudando uma música em que só a introdução já entregava que vinha coisa boa. Mas, antes de me empolgar, eu queria ouvir realmente o que o bumbo e a caixa faziam no meio daquele mix.

Então isolei o bumbo para sentir o que estava escondido por trás de todas aquelas camadas.

Diminua o andamento para tocar sem pressa

Assim que você descobre o que é mais importante ao aprender uma nova levada, é hora de desacelerar. Falando sobre aquela música que eu estava aprendendo, o andamento original é 113 BPM, então o que eu fiz foi baixar alguns pontos, para cerca de 100 BPM. Não tão devagar, mas o suficiente para eu não sentir que estava correndo demais. Na mesma hora, fiquei menos ansiosa e também consegui desacelerar a cabeça, aí consegui ouvir cada detalhe da música.

Vá direto ao ponto-chave e deixe ele com a sua personalidade

Imagina que tem um trecho que você quer dominar. O Moises tem as seções em loop, que reconhecem as partes da música automaticamente. Na música que dei como exemplo, percebi uma mudança de levada no refrão, então fui direto para lá, liguei as seções em loop, apertei a barra de espaço e pronto.

Liguei o metrônomo inteligente para ter uma referência mais clara de onde o andamento realmente estava. Como tudo já vinha mapeado, ficou fácil isolar tudo de novo e escutar cada detalhe. Quando senti que já tinha o andamento e a levada básica na mão, resolvi colocar um pouco de personalidade ali, a minha interpretação Pocket Queen, em vez de uma cópia idêntica do disco.

Foque na viradinha mais funkeada

O refrão já estava firme, mas tinha uma viradinha que chamou a minha atenção e me deu vontade de voltar para revisar. Liguei as seções em loop de novo e fui direto nela. Mais uma vez, tirei tudo o que não era necessário, mas mantive o baixo para ter contexto, e baixei o andamento para uns 100 BPM. A diferença é que dessa vez eu comecei com a contagem.

O melhor de tudo é que dava para dividir frase por frase. A contagem me trazia de volta no tempo certo a cada repetição, permitindo que eu trabalhasse cada trecho individualmente. Primeiro toquei exatamente como no original, para pegar bem a ideia. Depois que dominei, relaxei e coloquei o meu toque, trazendo a minha personalidade para a execução. No final, mantive a essência do arranjo, mas com a minha cara.

A hora da verdade

Por fim, chegou o teste final: silenciei a bateria inteira. Bumbo, caixa, chimbal, tons, pratos, tudo, embora eu tenha mantido a percussão, pois ela trazia um charme ao arranjo. Aí toquei ao vivo junto com o resto da música, para ver se eu passava mesmo no teste.

Pronto! Acabamos de aprender uma música

E é isso: acabamos de desvendar uma música inteira com o Moises, parte por parte. Da próxima vez que uma levada parecer escondida no mix, ou que você não tiver certeza de que está acertando um trecho, não fique repetindo tudo esperando que a ficha caia. Desmonte a música detalhe por detalhe.

Faça o teste com a sua própria faixa. Experimente o Moises grátis!

The Pocket Queen

Taylor Gordon, mais conhecida como The Pocket Queen, é baterista, artista, produtora e compositora. Nascida em Nova Orleans, ela se destaca pelo groove impecável e pela versatilidade. Ao longo da carreira, já dividiu o palco com ícones como Beyoncé, Alicia Keys, Doja Cat, Dua Lipa e Harry Styles. Como produtora, participou de “You Should Be Here”, de Kehlani, que recebeu indicação ao Grammy, e da trilha sonora de “Black Nativity: Uma Jornada Inesquecível”, com Raphael Saadiq. Taylor também levou seu talento como atriz e compositora para o cinema em “A Vida de Chuck”, de Mike Flanagan. Hoje, continua desenvolvendo seu trabalho autoral e criando novas conexões entre música, cinema e mídia.