Marcos corporativos

Moises Design Hub: Como nossa identidade ganha forma

O Moises Design Hub reúne as diretrizes oficiais de marca e design da Moises: logo, cores, tipografia, fotografia, motion e tom de voz. É um sistema vivo, construído para manter a identidade consistente à medida que a empresa cresce e se conecta com músicos do mundo inteiro.

Por que diretrizes de marca viraram prioridade entre designers?

Inconsistência não é algo que se corrige depois. É algo que se previne desde o início.

Essa mentalidade sempre guiou o trabalho na Moises. O design sempre esteve presente desde o início, não como acabamento, mas como parte ativa das decisões que deram forma à empresa.

À medida que a empresa cresceu, esse cuidado precisou crescer junto. A documentação fez parte desse esforço. Em vez de definir a marca por meio de palavras-chave fixas, criamos espaço para que o tom se adapte sem perder uma base sólida, que sustenta o trabalho com clareza à medida que ele avança.

Isso faz ainda mais sentido agora. A IA amplia o que é possível, mas também facilita a perda de direção. Nesse cenário, um guia de marca se torna menos sobre controle e mais sobre clareza: saber o que permanece, o que muda e o que segue adiante.

Essa clareza não mora em um só documento. Ela se revela no que a empresa cria e na forma como as pessoas usam o produto. Quando existe, as decisões fluem. Quando falta, aparecem travas.

O que sustenta uma marca

O que veio primeiro: o ovo ou a galinha?

Um guia de marca não surge do nada, nem é construído de forma isolada. Ele se forma à medida que as partes vão se conectando, aos poucos (nem sempre de forma linear), até que certos padrões ganham consistência.

Ainda temos memórias dos dias em que nosso time passava horas vasculhando bancos de imagens, tentando achar a foto certa. Tardes inteiras forçando encaixes. Testamos tudo, incluindo geradores de imagem. Algo sempre parecia levemente fora do lugar.

Não era errado. Mas também não era real.

Então a pergunta passou a ser: como representar a realidade de fazer música de um jeito que ressoe com quem faz?

Em algum momento, ficou claro que simular não bastava. Imagens genéricas de pessoas tocando instrumentos raramente convenciam. Perfeitamente iluminadas, perfeitamente posadas.

Elas não estavam incorretas, mas faltava intenção. Músicos percebem isso facilmente. O jeito de segurar o instrumento, a postura, o timing: tudo faz parte do ofício. A partir daí, a fotografia deixou de ser um simples apoio e passou a moldar o sistema. Ela começou a definir a linguagem visual: o uso de cores, a disposição dos elementos, o equilíbrio das composições.

Gradualmente, separar conteúdo, design gráfico e fotografia deixou de fazer sentido. Tudo passou a operar como uma coisa só. Assim como na música, o que importa não é cada parte sozinha, mas como todas soam juntas.

Você ainda faz parte da banda, mesmo quando não é quem está tocando.

Essa ideia sempre nos acompanhou. Design não é algo que acontece no fim. Ele caminha junto com todo o resto. Mesmo quando não está produzindo algo visível ou liderando uma entrega específica, continua ali, influenciando decisões, moldando a direção, afetando o resultado. E em algum momento, você para de desenhar elementos e começa a desenhar relações.

Quando o crescimento muda as regras

Fundada em 2019, a Moises hoje alcança mais de 70 milhões de artistas ao redor do mundo. Conforme o produto cresceu, cresceu também o número de pessoas construindo, comunicando e moldando como a marca aparece em diferentes contextos.

Quando o cuidado com os detalhes é genuíno, a mudança de escala se torna ainda mais visível, refletindo-se em como construímos.

Música é uma linguagem universal, e desde o primeiro dia priorizamos acessibilidade e localização. Isso se traduz em ações concretas: suporte a mais de 35 idiomas com uma equipe interna de localização, modelos de linguagem (LLMs) próprios, uma biblioteca de ícones criada do zero e até troféus físicos produzidos para o Jam Sessions, nosso concurso global.

Não existem decisões isoladas. Todas fazem parte de um esforço contínuo para manter a experiência coerente conforme ela se expande.

Com o tempo, esse nível de cuidado também foi reconhecido externamente. O Moises foi escolhido pela Apple como App do Ano para iPad em 2024 e nomeado finalista do Apple Design Awards em 2025. Também foi reconhecido pela Microsoft como Melhor App de Música no Microsoft Store Awards 2025. Antes, em 2021, o Moises já havia sido eleito o Melhor App para Crescimento Pessoal pelo Google Play.

Nesse ponto, consistência ganha um novo significado: continuidade. Um fio condutor que as pessoas reconhecem e ao qual voltam. Diretrizes, quando bem feitas, não engessam a marca. Dão a ela estrutura suficiente para crescer como um organismo vivo, sem se desintegrar. É aí que entra o Moises Design Hub.

De necessidade interna a sistema compartilhado

O Moises Design Hub ganhou forma ao longo do tempo, evoluindo junto com a própria empresa. O que começou como uma necessidade interna para designers e desenvolvedores se tornou um esforço compartilhado entre produto, conteúdo, audiovisual, suporte, experiência dos colaboradores e muito mais. Moldado por conversas, curadoria e pessoas que realmente se importam em fazer tudo bem feito.

E tudo isso aconteceu em paralelo com o restante. Lançamentos de produto. Campanhas. Parcerias. Eventos. Não dava para acelerar o processo: ele precisava ser construído dentro dessa realidade. E esse tempo importou.

Nosso design é guiado por quatro princípios: humanidade, universalidade, simplicidade e eficiência. E pela convicção de que a Moises é feita por músicos, para músicos.

Isso sempre moldou como operamos, conversamos com artistas, ouvimos e priorizamos o que eles realmente precisam. A mesma abordagem define como desenhamos. Vem do uso, do feedback, de entender o que faz sentido para as pessoas que usam o que criamos.

Não dá para guiar sem conhecer o caminho. E não se conhece o caminho sem percorrê-lo antes.

O que surgiu desse processo não é um manual estático. É um sistema que reflete como trabalhamos e torna a marca mais fácil de usar não apenas para designers, mas para todos os envolvidos.

Ele simplifica decisões e dá direção sem limitar possibilidades.

Temos orgulho de trazer o Moises Design Hub ao mundo. Um espaço digital onde ideias, criatividade e inovação se encontram para guiar como a Moises se apresenta e constrói experiências para músicos do mundo inteiro.

Acesse agora: design.moises.ai

Elizabeth Silva

Head of Brand Design