A edição do Jam Sessions em parceria com Charlie Puth chegou ao fim. E os resultados estão aqui.
Músicos de diversos locais do mundo fizeram de “Beat Yourself Up” uma música completamente nova. Alguns gravaram performances ao vivo. Outros desmontaram a faixa e reconstruíram. Ao todo, 1.434 participações chegaram pelo Instagram, TikTok e YouTube, vindas de Londres, Nova York, Brasil e muitos outros lugares. A variedade, a criatividade, as nuances culturais e as perspectivas foram genuinamente inspiradoras. A comunidade Moises mostrou a que veio.
Os finalistas foram selecionados após um processo de avaliação extenso, com um painel formado por artistas, convidados da indústria, professores da Berklee College of Music e nosso time editorial. A partir daí, Charlie assumiu o comando.
Como Charlie escolheu os vencedores
Os finalistas foram selecionados com base em originalidade, criatividade e na forma como cada um deu vida à faixa. O próprio Charlie ouviu cada participação finalista antes de tomar suas decisões. O critério não era jogar seguro. Era ter algo genuíno a comunicar por meio da música.
Charlie deixou claro que buscava mais do que habilidade técnica. Ele queria ouvir versões que o surpreendessem, arranjos que revelassem a personalidade de cada artista e levassem a música para lugares que ele mesmo não teria imaginado. Para ele, as participações foram tão fortes que assistir a elas foi inspirador também enquanto artista.
O cover que parou tudo
Jermaine Alexander, de Southend-on-Sea, no Reino Unido, entregou uma performance impossível de ignorar.
Jermaine começou explorando as stems para montar o arranjo do zero, programando cada parte via MIDI antes de gravar tudo ao vivo. O que diferenciou sua participação foram os riscos criativos que ele assumiu ao longo do caminho. Ele disse: “Achei que seria legal adicionar elementos extras, como harmonias no talk box e um verso autoral, que foram escolhas espontâneas de última hora”. Esse instinto de ir além do esperado era exatamente o que os jurados buscavam.
Quando Charlie ouviu a versão, o que mais chamou sua atenção foi o quanto ela soava humana. Jermaine brincou com o andamento, se recusou a se prender à grade rítmica e construiu uma introdução que Charlie descreveu como uma das progressões de acordes mais impressionantes que já ouviu. O verso autoral que Jermaine compôs para mostrar sua própria narrativa foi o tipo de escolha ousada e criativa que tornou essa participação impossível de deixar de lado.
Conheça o trabalho de Jermaine: @jermaine_alex02
O remix que reinventou a faixa
Todd Golder, de Henrietta, NY (EUA), levou "Beat Yourself Up" para um lugar onde ninguém mais levou.
Todd chegou ao Jam Sessions com um plano e uma história por trás. Três dias antes do concurso ser anunciado, ele já tinha escrito um lembrete para criar algo para Charlie Puth. Quando a competição foi lançada, ele entendeu como um sinal e mergulhou de cabeça, criando três versões completas da faixa em estilos diferentes: metal, pop punk e acústico. Ele importou as stems no Moises, silenciou o que não precisava e usou o restante como base para construir cada versão do zero. “Eu realmente tentei incluir o máximo possível das informações originais das stems em cada versão que criei, sem deixar de ser fiel ao meu estilo”, disse o artista.
Ao ouvir o remix de Todd, Charlie sentiu algo que o levou de volta no tempo, mas que ainda soava completamente atual. O que se destacou foi como Todd absorveu as camadas musicais do original e as reconstruiu à sua imagem, respeitando o DNA da música e ao mesmo tempo tornando cada elemento seu. A versatilidade de Todd como músico ficou evidente em cada detalhe, e foi essa amplitude que separou sua participação das demais.
Conheça o trabalho de Todd: @toddgoldermusic
Conheça os finalistas
Escolher apenas dois vencedores não foi fácil. O nível de talento que apareceu neste concurso elevou o padrão do Jam Sessions, e os quatro finalistas são parte fundamental disso.
Conversamos com Danny Morris, baixista e professor da Berklee College of Music, que integrou o painel de jurados responsável por avaliar as participações antes de se chegar a esta lista. O critério dele foi direto: ele foi tocado por aquilo? Não impressionado, não tecnicamente satisfeito. Tocado. Esse padrão fez com que cada rodada de avaliação fosse mais profunda que a anterior.
O que destacou os finalistas não foi o quanto seguiram o original, mas até onde levaram a música na própria direção. Danny resumiu bem: era como dar o mesmo conjunto de temperos a cinco chefs diferentes. Cada prato era único. E cada um merecia ser provado.
O alcance global das participações tornou isso ainda mais marcante. Competidores trouxeram seus próprios instrumentos culturais, idiomas e tradições musicais para dentro da faixa, preservando a essência do original. Esse equilíbrio entre identidade e interpretação era exatamente o que os jurados buscavam. Como Danny repetiu várias vezes durante a avaliação: nenhuma participação era igual à outra.

Finalistas da categoria Cover
Talima, de Le Tour d'Aigues, França | @talima_ci
Julia Smith, de São Paulo, Brasil | @juliasmithoficial
Finalistas da categoria Remix
Vence Ray, de Stone Mountain, EUA | @venceraypro
Bon Chevelle, de Ashkelon, Israel | @bon_chevelle
Menções honrosas
Artistas do mundo inteiro dedicaram energia real às suas participações neste concurso. Os músicos a seguir entraram para a nossa lista final, e fazemos questão de reconhecê-los porque a criatividade que trouxeram para o Jam Sessions merece ser celebrada. A diversidade de talento que apareceu tornou cada rodada de avaliação mais difícil que a anterior. Se o seu perfil está aqui, saiba que seu trabalho se destacou em meio a mais de mil participações. E isso é incrível.
Agradecemos pela participação
A cada artista que participou: a Moises agradece. Você não apenas enviou um vídeo. Você colocou sua arte no mundo, e isso demanda coragem.
O Jam Sessions só funciona por causa de vocês. A diversidade de talentos, histórias e perspectivas que apareceram neste concurso nos lembrou por que construímos esta plataforma. Vocês são a razão pela qual ela continua crescendo.
Agradecimento aos parceiros
Um agradecimento especial à Avid, Blackstar Amps, Sony e Mix With the Masters pelo apoio. Não são apenas patrocinadores: são marcas que fazem parte do dia a dia de músicos há décadas, da gravação e produção à performance e educação. Tê-las ao lado do Jam Sessions significa que nossos vencedores e finalistas saem com ferramentas e recursos que vão acompanhar a música deles por muito tempo.
Nos vemos na próxima
Este é apenas um capítulo de uma história bem mais longa. O Jam Sessions continua, e a próxima edição já está tomando forma.
Siga a Moises para ficar por dentro e saber em primeira mão quando a próxima edição abrir. Sua música merece ser ouvida.






